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Workshop - Competitividade e Internacionalização

ISVOUGA debate Competitividade e Internacionalização

No dia 21 de Abril teve lugar no ISVOUGA um "espaço" de reflexão sobre um tema de importância capital para a revitalização económica das empresas portuguesas e em particular da região do Entre Douro e Vouga.
O workshop sobre competitividade e internacionalização iniciou-se pela 14:30 H com uma abertura solene, presidida pelo Presidente da autarquia, Alfredo Henriques, que não só destacou a pertinência do tema face à conjuntura particularmente difícil que Portugal e a região vivem, como ressaltou o importante papel que o ISVOUGA tem vindo a desempenhar no sentido de apoiar e dinamizar o tecido empresarial sobretudo de Santa Maria da Feira, concelho economicamente ancorado numa indústria tradicional dependente da utilização de um capital de "mão-de-obra intensiva" e, por conseguinte, pouco competitivo.
O primeiro painel contou com os oradores: Teresa Cierco, Alice Almeida, Vasco Lopes, António Paiva, que apresentaram os temas: o processo de internacionalização no contexto da globalização, competitividade e desenvolvimento sustentado, potenciar a competitividade das PME's recorrendo ao modelo do ciclo de internacionalização - experiência de internacionalização, respectivamente.
A discussão gravitou em torno de abordagens conceptuais sobre as várias acepções da globalização, oportunidades e ameaças deste fenómeno económico - social, mas também cultural, mas sobretudo sobre os riscos decorrentes deste processo associados à perda de capacidade de produção do país e da região, em particular, relacionados com a deslocalização das empresas.
As estratégias de internacionalização foram apresentadas e discutidas. As fases e passos a seguir para que este processo seja bem sucedido, analisados e debatidos. De entre as várias perspectivas apresentadas em torno da questão "o que é ser uma empresa competitiva?" e no âmbito do espaço de debate gerado, parece ter emergido um conceito aberto em que ser competitivo advém não só da capacidade de as empresas conquistarem e fidelizarem mercados nacionais e internacionais, como também da capacidade de gerarem "desenvolvimento harmonioso" e para o qual concorrem factores como preservação ambiental e higiene e segurança.
De entre os factores necessários ao bom funcionamento das empresas destacou-se a formação enquanto processo de desenvolvimento individual e em grupo, a necessidade de promover organizações capazes de operar em contextos de mudança, bem como a comunicação estratégica através da qual a empresa deve ser capaz de reagir aos estímulos que continuamente surgem no ambiente em que se insere e antes de mais identificar onde está, como está e para onde quer ir. A competitividade, por seu turno, implica aposta no serviço de apoio ao cliente, criação de marcas fortes, inovação e, por conseguinte, uma politica de gestão fortemente ancorada no marketing empresarial.
A necessidade de ter em consideração o ciclo de vida de uma empresa em que a seguir a uma fase de apogeu resultante de um processo de crescimento se prevê um decréscimo de actividade (modelo preconizado por ADIZES:1998) impõe-se que a empresa seja capaz de conceber estratégias que viabilizem o prolongamento daquela que se considera a fase mais fecunda, ou seja, a da "plenitude" evitando-se portanto a estabilidade perversa que conduz à redução dos níveis de dinamismo.
O segundo painel contou ainda com temas como: estudo do IQF sobre internacionalização e competitividade do sector corticeiro, papel da educação na competitividade, a China no quadro do livre comércio mundial e experiência empresarial de internacionalização, explanados pelos oradores: Henrique Paiva, Orlando Petiz, Vasco Soares, Manuel Rocha Martins.
No âmbito do mesmo foram apresentados cenários prospectivos para o sector da cortiça, uma análise sobre a China, fortemente focalizada nas potencialidades da mesma para os diversos sectores de actividade portugueses, designadamente pelo potencial de construção (habitação, estradas, etc.) e outros tipos associados ao fenómeno de transferência de indivíduos do campo para a cidade, bem como ao crescimento do número de indivíduos com elevado poder económico ávidos pelo consumo de artigos e bem luxuosos. Outro dos temas apresentados e transversal a todos os demais incidiu no papel da educação (no sentido lato: formação inicial e contínua) como factor crítico para a capacidade de nos tornarmos mais competitivos dada a sua implicação com os desempenhos que por sua vez se reflectem na produtividade e na capacidade de inovar. A educação enquanto motor de dinamização empresarial e local por via dos indivíduos, sujeitos capazes de se adaptar a ambiente mutáveis imprevisíveis, captar oportunidades e diminuir o impacto das ameaças. Por último, foram ainda apresentados casos práticos de internacionalização, destacando-se como caso de sucesso o da Bébécar que se internacionalizou e se consolidou sem nunca optar pela deslocalização da produção, apostando, aliás, em Portugal e na marca portuguesa como um factor crítico de sucesso dado o potencial que a mesma perspectiva para as marcas europeias no contexto deste amplo e vastíssimo mercado global.
O workshop promovido pelo ISVOUGA enquadra-se no projecto Gestão de Áreas de Acolhimento Empresarial / Zona Industriais, promovido pela ADReDV - Agência de Desenvolvimento Regional entre Douro e Vouga.

Publicado em: 22-04-2006


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